A Salvação e o Advento do Salvador

A Salvação e o Advento do Salvador
Lição 3 - 15 de Outubro de 2017
Texto Áureo: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14)
Leitura Bíblica em Classe: João 1.1-14
Introdução: O advento do Salvador já estava escrito no script do Deus Pai desde o princípio de todas as coisas. Nesse script, o Salvador começa a ser revelado por tipos, ou símbolos ou aparições como o Anjo do Senhor. Essas revelações do script divino foram dadas a Moisés, o qual recebeu dele o enredo da sua história, ao escrever os livros do Pentateuco. Na sequencia da história de Israel, o Salvador sempre de uma forma tipológica ou figurada, apontava para um advento que surpreenderia os judeus, como toda a humanidade. O ápice dessa revelação foi quando o Verbo se tabernaculou tomando a forma de homem, para que, como homem sem pecado pudesse vencer o mundo, a carne e o Diabo, trazendo salvação a uma humanidade sem esperança e dominada pelo poder maligno. 
1 – O Deus Filho, ligado ao Deus Pai, oculto, mas em ação até ser revelado.
João 1.1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João 1.2 - Ele estava no princípio com Deus.
A unidade na Trindade, com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, três personagens numa só essência. Quando pronunciamos o nome Deus estamos nos referindo a Trindade, e quando queremos nos dirigir a um personagem da Trindade, então especificamos se é o Pai, o Filho, ou o Espírito Santo. Embora sendo uma só essência, cada personagem da Trindade tem ministérios que se diferenciam entre si. Podemos entender esses ministérios da seguinte maneira: O Deus Pai, que é a fonte de todo o poder, é quem planeja, O Deus Filho que é a Palavra cria tudo através dela, e o Deus Espírito Santo, é quem aperfeiçoa as coisas criadas. É bom lembrar que não se limitam somente a isso, pois operam dentro de uma diversidade de ministérios. Usando Cristo com exemplo e conforme a Palavra pode-se afirmar que Ele atualmente está à destra do Pai como Sumo Sacerdote; na grande tribulação estará como juiz e no reino milenar estará na condição de Rei. 
2 – Na criação deu ordens à matéria para tomar a forma que lhe aprouvesse.
João 1.3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Todo o processo de criação tanto das coisas animadas e inanimadas, foi realizado pelo poder da sua palavra. Na formação da terra vemos o poder da sua palavra em ação, dizendo: haja luz, haja expansão no meio das águas, ajunte-se as águas debaixo do céu, produz a terra erva verde, haja luminares na expansão dos céus, produzam as águas, produza a terra, façamos o homem. Nesse processo vemos que Ele dá ordem a matéria e a matéria toma a forma que Ele ordena. (Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
Colossenses 1:16). 
3 – Ele é vida e luz espiritual essencial ao homem, mas havia névoa na visão.
João 1.4 - Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; João 1.5 - e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
Com a humanidade mergulhada nas trevas do pecado, o Salvador veio primeiramente para os judeus, pois tinha que cumprir a Lei mosaica, mas no script divino já estava previsto que o seu povo não o compreenderiam e nesse caso a salvação seria estendida para toda humanidade. É preciso entender que a rejeição a Ele pelo seu povo não foi de uma maneira generalizada, pois a rejeição maior veio da parte da elite religiosa de Israel. Dentre essa elite podemos destacar, os fariseus, saduceus, escribas, dinastia sacerdotal e outros. Porém, nem todos do seu povo o rejeitaram, pois os mais humildes e os símplices foram mais acessíveis a Ele, reconhecendo-o como o Senhor Salvador e muitos como é revelado nos evangelhos, tornaram-se seus discípulos.
4 - No seu advento veio trazer luz a um mundo envolto nas trevas do pecado.
João 1.6 - Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. João 1.7 - Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
João Batista foi o precursor do Salvador exercendo o ofício de Arauto do Rei, como profetizado: (Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Isaías 40:3). O arauto do rei, literalmente falando era um emissário do rei que ia a frente pelos caminhos anunciando o povo que o rei iria passar por ali e o povo deveria reverenciá-lo na sua passagem. João Batista foi esse arauto, que veio à frente trazendo uma mensagem de arrependimento para que os povos mergulhados nas trevas do pecado testificassem a sua fé e esperança aceitando serem batizados nas águas. O propósito da sua missão era preparar o coração do povo para a chegada do Salvador. 
5 – Não há outro que possa ter essa luz, só Ele é a verdadeira luz nas trevas.
João 1.8 - Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz. João 1.9 - Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
João Batista não poderia ser em hipótese alguma ser a luz do mundo, porque era um homem também como todos, com a natureza pecaminosa de Adão. Só a Trindade divina é possuidora de luz própria e, o homem para ter essa luz precisa ter o Senhor na sua vida, pois Ele é a luz e, essa luz só fica em nós se permanecermos nele e, Ele permanecer em nós. Assim como João, somos apenas um ser refletidor da verdadeira luz que vem do Senhor.
6 – O criador de todas as coisas foi rejeitado pelo povo judeu sem visão.
João 1.10 - estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. João 1.11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
Jesus veio ao seu próprio mundo, mundo criado por Ele, mas não quiseram reconhecê-lo como o Criador. Através da Sua encarnação passou a ser um habitante dele, mas com uma missão salvífica, a qual envolvia suportar rejeições, blasfêmias, ofensas, desprezo e muitas outras coisas abomináveis, até chegar ao ápice do seu sofrimento, que foi a crucificação no Calvário. 
7 – Sua vinda não foi em vão, pois sempre tem os propensos para aceitá-lo. 
João 1.12 - Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome,
Mas o seu sacrifício não foi em vão, como muitos pensavam ou desejavam, pois a sua missão completou-se quando ressuscitou ao terceiro dia, dando ao homem pecador e irreconciliado com Deus, a condição de nascer da água e do Espírito e a reconciliação com o Deus Pai, pois ninguém vai ao Pai se não for por Ele. A partir dessa reconciliação como o Deus Pai passamos a fazer parte da família divina, na condição de filhos adotivos, até chegarmos a adoção definitiva se chegarmos a glória. 
8 – Só Jesus, único mediador pode reconciliar o pecador com o Deus Pai.
João 1.13 - os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
Através dos nossos pais terrenos tivemos o nosso nascimento biológico, dotado da raiz pecaminosa de Adão. No momento da nossa concepção o Deus Pai, que é o Pai dos espíritos gerou o nosso espírito que é o que somos. Então somos um espírito gerado num corpo com a natureza pecaminosa de Adão e o espírito só será liberto quando esse pecado do corpo for expiado, pois se isso não ocorrer, ele fica aprisionado e mortificado enquanto o homem não se converte a Cristo. Quem não se converte a Cristo é réu de juízo enquanto permanecer assim, e se assim continuar será condenado às trevas exteriores. (Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:36). 
9 – Para nos salvar saiu do seu estado eterno para se encarnar como homem.
João 1.14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. 
Jesus saiu do seu estado eterno porque o Pai amou o mundo de tal maneira como uma dádiva a toda humanidade para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Não havia outro meio para que tudo que Ele criou puro e se tornou impuro, pudesse voltar ao seu estado original. Isso só acontecerá quando o pecado for extinto, tanto do universo, como de toda face da terra, processo este que acontecerá somente após o juízo final. Toda essa contaminação pecaminosa ocorreu por causa do pecado tanto de Lúcifer e seus anjos, que contaminaram um universo puro, e do pecado de Adão, que tentado por Satanás contaminou a terra na sua pureza. Quando Jesus saiu do seu estado eterno para se encarnar como homem, jamais poderia voltar a ter só a natureza celestial. Isso porque ao se encarnar como homem, passou a ter além da natureza celestial, também a natureza humana, da qual nunca mais poderia se despojar dela, mesmo após a sua vitória na Cruz. Assim Jesus agora tem tanto a natureza celestial, como a natureza humana, natureza esta, que todos os salvos alcançarão quando na glorificação ou transformação dos corpos no dia do arrebatamento. 

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

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