A Salvação pela Graça

Lição 7 - 12 de Novembro de 2017
A Salvação pela Graça
Texto Áureo: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” (Rm 5.18)
Leitura Bíblica em Classe: Romanos 5.6-10,15,17,18,20; 11.6
Introdução: Os cristãos residentes em Roma eram oriundos tanto de judeus como gentios. A maioria deles estava em Jerusalém na ocasião da crucificação do Senhor, sendo muito deles convertidos quando ouviram o sermão de Pedro no dia de Pentecoste. Eles ficaram em Jerusalém perseverando na doutrina dos apóstolos até quando se iniciou a grande perseguição naquela cidade obrigando a todos os cristãos a fugirem dali voltando aos seus países de origem. A doutrina que receberam dos apóstolos não foi tão abrangente ao ponto de deixá-los com muito entendimento bíblico. Já em Roma começou a ter controvérsias doutrinárias, promovidas pelos cristãos judeus, os quais por terem mais conhecimento das Escrituras no que se refere à lei mosaica julgavam-se no direito de imporem esse tipo de doutrina legalista aos cristãos gentios. Essas controvérsias chegaram ao conhecimento do apóstolo Paulo, que para corrigir essas doutrinas impostas pelos crentes judeus escreveu e enviou essa carta para que todas essas confusões fossem resolvidas através de uma doutrina esclarecedora com vários temas importantes do evangelho, como essa que fala da doutrina da graça divina. Entendemos que a graça divina é um favor que não merecemos, porém ela é um atributo de Deus, um componente do Seu caráter. O ápice da Sua graça foi dar o Seu Filho como Sacrifício para tirar o pecado do mundo.
O QUE NOS MOSTRA A SALVAÇÃO PELA GRAÇA
1 – Mostra que ela alcançou tanto os judeus como os gentios no tempo certo.
Romanos 5.6 - Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
Paulo está se dirigindo aos cristãos residentes em Roma, cristãos esses, constituídos de judeus e gentios, no sentido de doutriná-los sobre a graça divina, a qual eles foram alcançados. Quando ele fala estando nós ainda fracos, está se referindo à situação que se encontravam os judeus, na ocasião da vinda de Cristo. Como sabemos o sistema religioso judaico que envolvia o cumprimento da lei de Moisés estava totalmente prejudicado. O templo tinha virado uma casa de negócios, os sacerdotes mantinham uma organização exploratória da fé no templo, os fariseus eram sepulcros caídos e poucos eram as pessoas que ainda mantinham uma espiritualidade verdadeira. Assim Paulo esclarece, que diante disso, se Cristo não realizasse a sua obra salvífica eles estariam todos perdidos. A lei era o aio para conduzir o povo até o Messias, mas ela se tornou impotente para obter o seu cumprimento proposto, Deus adotou outro método para alcançar os seus propósitos enviando o Seu Filho, Jesus. (Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; Romanos 8:3).
2 – Mostra que dificilmente alguém morreria por um justo imagine um injusto.
Romanos 5.7 - Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.
O apóstolo enaltece o sacrifício de Cristo, para que houvesse entre os cristãos uma conscientização de que eles tinham alcançado a salvação, não por mérito algum, ou pelo fato de serem da descendência de Abraão, mas pela graça divina. Todos estavam na condição de injustos e se alguém não se sacrificaria por um justo, quanto mais por um injusto. Porém Cristo demonstrou a sua graça oferecendo a sua vida em sacrifício tanto pelos justos como os injustos. Fica assim a pergunta: Um indivíduo seria capaz de voluntariamente fazer esse sacrifício dando a sua vida por alguém?
3 – Mostra que o sacrifício de Cristo foi uma prova de amor não merecido.
Romanos 5.8 - Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
Deus provando o seu amor para conosco enviou seu Filho para ser sacrificado por nós, isso envolve um glorioso contraste com tudo que os homens fazem e não fazem uns pelos outros. O homem no seu estado pecaminoso encontrava-se como um inimigo de Deus, mas pela sua graça enviando o Seu Filho, ele desfez essa inimizade quando o Seu Unigênito proporcionou isso, ao dar o seu brado de vitória na cruz promovendo a reconciliação com Ele. (E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. Efésios 2:16).
4 – Mostra que ela propiciou nossa justificação livrando-nos da ira divina.
Romanos 5.9 - Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
Todo o ser humano carrega o pecado original e, se não quiser se libertar dele através de Cristo, está debaixo da ira divina e destinado a condenação eterna. Na Antiga Aliança o derramamento de sangue com o sacrifício dos animais no altar do holocausto, somente cobria o pecado, o que era o único meio de aplacar a ira divina. Isso aconteceu até a Cruz, pois após a Cruz esse meio de aplacar a ira divina foi totalmente abolido. Assim devemos entender que esse meio, não removia o pecado permitindo uma justificação completa. Somente o sacrifício de Cristo com o derramamento do seu sangue pode realizar a expiação que remove o pecado original promovendo a justificação completa, a fim de que o homem possa se reconciliar com o Deus Pai e ficar livre da sua ira.
5 – Mostra que não devemos viver, mas nós, mas que Cristo viva em nós.
Romanos 5.10 - Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
Quem não se reconciliar com Deus nessa dispensação da graça divina, não escapará do julgamento no grande trono branco. O evangelho tem sido pregado e anunciado em todos os tempos dessa dispensação e todos os que não querem aceitar esse evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo permanecem em estado de condenação como réu de juízo. E todo aquele que professa a fé em Cristo deve necessariamente ter uma vida transformada, pois se assim não for, não está na condição de salvo. Quem se converte deve renunciar a vida pecaminosa e deixar que Cristo reine totalmente em sua nova vida. (Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:20).
6 – Mostra que o pecado nos alija de Deus, mas a graça opera a reconciliação
Romanos 5.15 - Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
A ofensa de um, ou seja, o pecado de um único homem, Adão, levou milhares de milhares a perdição para a condenação eterna. Esse pecado levou, continua levando, e continuará levando os homens a condenação eterna e o único meio de se libertar dele para ser salvo, é Jesus Cristo. Sem Jesus o homem está na condição de perdido enquanto não alcançar a graça divina. (Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, Tito 2:11).
7 – Mostra que a graça deu o direito de uma vida justa reinando com Cristo.
Romanos 5.17 - Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.
A graça de Cristo pode suplantar a pecaminosidade que tem por origem as obras de Adão, obras essas que levam e estão levando a humanidade para a perdição eterna. Por Adão veio a morte, mas por intermédio de um só homem, Jesus Cristo, a graça e o dom de Deus, a vida eterna, foi concedida. (Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva." João 4:10).
8 – Mostra que a ofensa de Adão condena, mas a graça opera a justificação.
Romanos 5.18 - Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
O mundo jaz no maligno pelo fato de estarem em estado de condenação. Isso já vem acontecendo desde o pecado de Adão e não há como o homem se livrar dessa condição por outro meio, que não seja Jesus Cristo. A salvação foi disponibilizada a todo o ser humano sem acepção de pessoas, porém ela é condicional, pois Deus disse: aquele que crê será salvo e quem não crer, já está condenado. É preciso lembrar que para chegar a condição de salvo é necessário alcançar a justificação, a qual é um ato divino que se efetua quando o pecador se arrepende entregando a sua vida a Cristo.
9 – Mostra que com a lei o pecado abundou, mas fez superabundar a graça
Romanos 5.20 - Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;
Antes da lei o pecado não era imputado, porém como o homem tem consciência do que é certo e do que é errado, isso não o tornava inculpável. Com a promulgação da lei, o pecado passou a ser imputado, pois ela deixava o homem consciente dos seus erros, o que tornava culpado todos que a infringiam e com isso a lei amplificou o pecado. Assim todo o pecado era revelado à luz da palavra a partir do momento em que a lei foi revelada. Com a lei imputando o pecado, este abundou até a vinda de Cristo, que consumando a sua obra salvífica, superabundou a sua graça neste mundo pecaminoso, dando à humanidade a esperança de salvação.
10 – Mostra que a salvação não é por obras, mas exclusivamente pela graça.
Romanos 11.6 - Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.
A eleição de Deus foi estabelecida exclusivamente sobre a graça e não por obras. No processo de salvação não existe a mistura de graça e obras, pois essas duas são completamente distintas e opostas a salvação. Se houvesse essa mistura ou combinação, a graça não seria graça. Quem não alcançar a graça divina jamais conseguirá ser justificado perante o Senhor. Que pensa que fazendo obras pode obter algum favor de Deus concernente à salvação, está totalmente equivocado, pois nesse sentido realiza sacrifício de tolo. (Efésios 2.8 Porquanto, pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; 9 não vem por intermédio das obras, a fim de que ninguém venha a se orgulhar por esse motivo).

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

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